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Marie Lucci

Dick Vigarista e Mutley




Quem nunca teve um fiel escudeiro? Aquela pessoa que está do seu lado para o bem ou para o mal, que te ajuda nas mais difíceis missões e de quem você se lembra quando as coisas dão certo. O Batman tem o Robin, o He-man tem o Gato Guerreiro (que não é uma pessoa, mas age como se fosse), o Ash tem o Pikachu e por aí vai. O fato é que todo mundo (ou quase), precisa de alguém com quem poder contar.

Muitas vezes temos a impressão que na Fórmula 1, o que vale é o piloto e a máquina. É óbvio que isso não é verdade, ainda mais se lembrarmos que, hoje em dia, muitas corridas são decididas no pit stop. Se a equipe erra, um abraço. Tem gente que acha que o piloto de Fórmula 1 tem que fazer tudo sozinho, sem depender da ajuda do companheiro de equipe, o famoso segundo piloto. Aqui no Brasil então, é bem comum as pessoas criticarem aqueles que se beneficiam da ajuda de um fiel escudeiro para vencer. Deve ser porque o nosso principal representante na categoria ocupou a vaga de segundo piloto por muito tempo, e teve que passar por situações não muito agradáveis por causa disso. Pelo visto o destino não reservou algo muito diferente para Felipe Massa, pelo menos esse ano. O garoto teve a difícil missão de proteger Michael Schumacher de ninguém menos que Fernando Alonso no GP da França.

Ô trabalho ingrato, esse, não? Bom, pelo menos no início da corrida, ele cumpriu a missão direitinho e segurou a segunda posição, dando condições para o alemão ficar de cara pro vento e abrir uma boa vantagem. Tudo corria muito bem, até que alguém lá da Renault resolveu jogar água no chopp do brasileiro. A estratégia de parar apenas duas vezes deu certo e a missão de Felipe de tirar uns pontos do Alonso deu errado. Mas pense bem, querido leitor: poderia ser pior! Imaginem se o espanhol tivesse largado em segundo lugar, ao lado de Schumacher. Provavelmente o primeiro lugar do alemão ia pro saco, porque largar ao lado da Renault não é bolinho.A atuação de Felipe não foi exatamente o que a equipe esperava, mas também não foi um desastre completo. Pelo menos ele mostrou que pode sim ser um bom escudeiro. Se eu fosse dona da Ferrari, pensaria bem antes de dispensá-lo, pois dificilmente Kimi Raikkonen se prestará a esse papel ingrato.


Marie Lucci – Jornalista formada em 2005. Começou a carreira no Reporter Axe e trabalhou na Agência Lusa. Hoje em dia trabalha como assessora de imprensa.

marie@forummotorhome.com.br
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