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Alegrias e tristezas
Uma das coisas mais irritantes do automobilismo são as especulações baratas feitas pela imprensa. Mal terminou o GP do Canadá e começou o bafafá sobre o GP dos EUA. Muitos ficaram lembrando da conturbada corrida de 2005 e perguntando se esse ano aconteceria algo parecido. Sinceramente, acho isso a maior falta do que falar. Era óbvio que depois do vexame do ano passado, a Michelin seria mais cuidadosa, né?
Para alegria da nação (americana, principalmente), o GP de Indianápolis teve poucas semelhanças com o de 2005. Assim como no ano passado, poucos carros chegaram ao final. Tudo por causa de um acidente de corrida, que tirou Montoya, Raikkonen, Heidfeld, Webber, Speed, Klien e Montagny da prova. Depois deles, foi a vez de Button, Sato, Monteiro, Villeneuve, Ralf Schumacher e Albers voltarem para os boxes mais cedo. Depois dessa, ficou fácil pra galera que sobrou.
Fico imaginando como deve ser triste para um torcedor esperar um ano inteiro para ir ao autódromo torcer por seu piloto preferido e vê-lo abandonar a corrida. Ainda mais se for na primeira volta.
Quem foi feliz com o abandono alheio foi Jarno Trulli. O italiano começou o fim de semana com o pé esquerdo, trocando de motor e largando dos boxes. Graças à uma boa estratégia, o cara que usava xuquinhas enfiou uma galera no bolso e ficou com o quarto lugar.
Outro italiano que se deu bem foi Giancarlo Fisichella, que largou em terceiro, perdeu a posição pra Alonso na primeira curva, mas superou o espanhol na pista e faturou um lugarzinho no pódio.
Aliás, o GP dos EUA fez a alegria da italianada. O hino e a bandeira do país estavam presentes na premiação dos vencedores. Parece que, ao menos no automobilismo, as coisas andam bem para os filhos da grande bota. Haja macarrão pra comemorar!
Dentre todos os que se deram bem, ninguém parecia mais feliz que Michael Schumacher. Parecia ser a primeira vitória do tedesco, tamanha era a sua vibração no pódio. Nem Felipe Massa que ficou em segundo pela primeira vez parecia tão empolgado quanto Schumi. Coisa de moleque!
Quem não deve ter ficado muito alegre foi Alonso, que largou em sexto, chegou em quinto e ficou fora do pódio depois de um longo tempo tomando banho de champagne. Mas, como todo piloto, ele deve saber que a F1 é assim mesmo. Alegria pra uns, tristeza pra outros. E assim o circo segue. Se todo mundo ficasse sempre alegre, não teria graça, não é mesmo?
Marie Lucci – Jornalista formada em 2005. Começou a carreira no Reporter Axe e trabalhou na Agência Lusa. Hoje em dia trabalha como
assessora de imprensa.
marie@forummotorhome.com.br
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