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Coluna Batendo Pino - Respeite os mais velhos
Puxa... tenho que escrever uma coluna sobre Ímola. E não pode nem ser sobre Ímola 94 ou qualquer outro ano em que a corrida tenha sido mais movimentada, tem que ser 2006 mesmo. É uma tarefa difícil para quem, como eu, não gosta de falar de coisas óbvias. Mas, sinto muito, caro leitor, dessa vez terei que falar o óbvio.
Ímola não é exatamente um circuito empolgante. Me lembro de poucas corridas interessantes por lá. Esse ano, a coisa não parecia estar muito diferente. Depois de Christijan Albers rodopiar no ar como um trapezista, não dava pra imaginar que aconteceria mais alguma coisa inusitada.
Quando Michael Schumacher disparou na frente, logo pensei que se tratava de um remake das corridas de 2004, com direito a passeio e os irritantes coelhos da cartola.
E qual não foi a surpresa ao ver o rendimento dele cair drasticamente após a primeira parada? Não dava pra acreditar e nem entender o que ocasionou tal desventura para o loirinho (bom, entender até dá, mas isso eu deixo para aqueles que gostam de queimar neurônios atrás de uma solução lógica). O fato é que, em poucas voltas, o segundo colocado chegou junto. A partir daí, a coisa ficou boa pra nós que assistíamos. Imagino que pro irmão do Ralf não tenha sido tão legal, afinal, fugir de um espanhol ligeirinho não é bolinho.
Se entender o que fez o rendimento da Ferrari cair é difícil, pior ainda é entender o que se passou pela cabeça de “sêo” Briatore quando chamou Alonso para o segundo pit stop quando ele ainda podia permanecer na pista. É assunto pra ficar batendo cabeça por mais de uma semana, amigo.
Depois do segundo pit, restou ao alemão, fazer sua parte: manter o controle e não errar. E o “velho” Schumi mostrou que ainda dá um caldo e cumpriu a missão com louvor. Aproveitando-se dos benefícios do “quintal da Ferrari”, ele mostrou que ainda é muito competitivo e venceu a corrida. Foi sua primeira vitória de fato (excluindo-se a patética Indianápolis 2005) desde Suzuka 2004.
O alemão pode realmente não ser o adversário direto de Alonso na luta pelo título (graças à Ferrari, em grande parte), nem o jovem talento que Briatore busca para a Renault, mas é sem dúvida um grande piloto. Portanto, é bom que os “jovens” aprendam a ser mais respeitosos ao falar dos mais “velhos”.
Bem que Schumi poderia ser caridoso e emprestar um de seus coelhinhos ao companheiro de equipe, né? Há tanto tempo que um brasileiro não vence na F1 (desde China 2004), nos restando acompanhar a F3 ou GP2, onde a coisa anda mais interessante pro nosso lado. Quem sabe esperar que sobre algum coelhinho para o neo-brasileirinho, já que o outro brasileirinho está demorando um pouco para se dar bem. Vai ver é coisa da idade.
Marie Lucci – Jornalista formada em 2005. Começou a carreira no Reporter Axe e trabalhou na Agência Lusa. Hoje em dia trabalha como
assessora de imprensa.
marie@forummotorhome.com.br
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