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Coluna Batendo Pino - A Malásia, o azar e a Ferrari
Bem, escrever sobre a segunda etapa do mundial de Fórmula 1 sem cair no
lugar comum é uma coisa meio complicada. Pra começar, terei de falar da
Renault que saiu na frente por seus próprios méritos, pois é uma equipe
forte e competitiva, além de ter dois grandes pilotos. E, se Fernando Alonso
não conseguiu uma posição tão honrosa no grid, o controle de tração da
Renault se encarregou de corrigir esse “detalhe”. Até aí, nada de novo,
porque as largadas espetaculares da Renault são velhas conhecidas dos
amantes da Fórmula 1.
A batida de Klien em Raikkonen também não impressiona. O pobre homem de gelo
é um grande colecionador de histórias de azar. Se não fosse Klien encostar
em seu carro, aposto que um gato preto atravessaria seu caminho causando um
acidente e tirando o finlandês da corrida.
Outro que não anda numa maré muito boa é Rubens Barrichello. Além de não ter
se acertado com os botões, teve seu carro trocado e perdeu dez posições no
grid. Se não bastasse tudo isso, o moço ainda foi penalizado e teve que
passar pelos boxes, terminando a corrida em décimo lugar. Coitado! E se a sorte estava ao lado de Nico Rosberg quando ele conseguiu a terceira
colocação no grid, abandonou-o no dia seguinte, quando o motor da Williams
estourou, deixando o novato fora da corrida. Seria azar de principiante?
Se a vitória da Renault não foi novidade pra ninguém, a atitude de Ross
Brawn e cia roubou a cena nas últimas voltas da corrida. Enquanto Fisichella
e Alonso desfilavam na ponta, as atenções se voltavam para Felipe Massa e
Michael Schumacher, quinto e sexto colocados. Quando os palpiteiros de
plantão já apostavam em qual momento a Ferrari mandaria o brasileiro ceder
seu lugar ao alemão, os caras que mandam lá surpreenderam a todos e não se
pronunciaram a respeito. A atitude da equipe causou muita polêmica, já que,
anteriormente, em situações semelhantes, um outro brasileirinho foi
orientado a ceder seu lugar ao alemão. Vai entender essa Ferrari, né? Eu não vou perder tempo imaginando se sêo Brawn e sêo Todt não meteram o
bedelho porque teoricamente, isso não é permitido, ou não queriam ninguém
falando mal deles, ou se estavam com vergonha porque a televisão estava
marcando em cima ou se o alinhamento de Plutão e Sedna fizeram os “homi”
acordarem de bom humor e darem uma chance ao outro brasileirinho. O
importante é que ficaram calados e o ponto (literalmente) foi para o Massa.
De qualquer forma, o GP da terra de Alex Yoong não foi exatamente aquilo que
podemos chamar de empolgante. Se Giancarlo Fisichella acha que foi a corrida
mais perfeita da vida dele, essa humilde colunista pensa que faltaram
momentos emocionantes (tirando as ultrapassagens do Schumi) e sobraram
abandonos. Se fosse para fazer uma comparação, eu diria que foi como a
atuação do Montoya, meio sem graça mas que rendeu pontos. E que venha a
Austrália!
Marie Lucci – Jornalista formada em 2005. Começou a carreira no Reporter Axe e trabalhou na Agência Lusa. Hoje em dia trabalha como
assessora de imprensa.
marie@forummotorhome.com.br
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