|
Já perdeu a graça. Hoje em dia vale a pena mesmo ver a F-1 da terceira fila para trás. As brigas estão lá, a dança das cadeiras dos pilotos começou por lá e até de vez em quando a Minardi pontua. F-1 mesmo está por lá.
Por mais que o Barrichello ponha a culpa em pneus, pressão aerodinâmica, vento, umidade relativa do ar e posição do decalque do patrocinador no carro, o fato é que errou na relargada. Deu muito na pinta que o alemão iria embutir em sua traseira logo antes da penúltima curva. E outra, por três voltas em bandeira amarela, era obrigação dele manter os pneus aquecidos. A desculpa que o safety car avisou em cima da hora sobre sua entrada também não cola. As luzes das sirenes do carro foram apagadas antes do início do zigue-zague após a "reta oposta". Dava tempo com sobras para ele saber que iria ter a relargada naquele momento. Outra, não é possível que ninguém na Ferrari tenha avisado a ele sobre o reinício da prova. Pelo menos ele reconheceu que perdeu tempo atrás do Raikkonen. Realista após a prova foi mesmo o Paul Stoddart, dono da Minardi. Sabe que só numa corrida cheia de acidentes e/ou chuva que um de seus carros voltarão a pontuar na temporada. Só não esperava que fosse o Baumgartner o dono da proeza. O Bruni foi quase um segundo mais rápido por treino em média que o húngaro. Aliás, uma das invenções de Bernie Ecclestone na F-1. Uma forma clara de manter o incolor circuito de Budapeste na categoria. Brilho por lá acontecia na década de 80 e início da década de 90. Como os carros hoje freiam literalmente dentro da curva, o pessoal terá que criar pelo menos mais uns 12 grampos iguais aquele no final da reta dos boxes. Agora realismo mesmo passa longe da Williams no que se refere à dupla de 2005. Só falta colocar o Alex Yoong como candidato à vaga. Villeneuve? Duvido muito. O Patrick Head odeia ele. Fisichella? Depende do que fizer no resto da temporada, pois a idade já passou. Webber? Dos citados parece o mais perto da vaga, mesmo assim o contrato dele com a Jaguar estipula uma multa atrás da outra em caso de recisão. Coulthard? Nem de graça, segundo algumas fontes da equipe. Raikkonen? Dizem que existe uma cláusula de contrato sobre a performance do carro até a 10ª prova do campeonato, algo do tipo não ocupar no mínimo o quarto lugar no campeonato de construtores; não creio. Se fosse assim, o Montoya teria rasgado publicamente o acerto com Ron Dennis. Pizzonia? Os engenheiros da equipe o aclamam como ótimo acertador de carros e é constantemente mais rápido que os dois pilotos titulares. Da Matta? Sei não, tem chances, mas a Toyota tem que melhorar muito para ele mostrar serviço. Dizem até que ele poderia voltar à Newman-Haas caso não tenha mais espaço em equipes competitivas da F-1. O resto é especulação pura. Sejamos realistas, o Frank Williams, bom negociador que é, vai até os 52 do segundo tempo para definir quem serão os pilotos de 2005. Quem baixar mais o preço, leva. Um abraço e até a próxima. Carlo Zanovello, 24, é Engenheiro Mecânico e um apaixonado por F-1. Já escreveu por dois anos nos sites Amigos da Velocidade e Bate-Roda. Volta agora à ativa pelos amigos do Green Flag. Email: carlozanovello@hotmail.com
|