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Quem ainda tem alguma esperança de que a temporada se arraste até a antepenúltima corrida do ano, pode tirar toda a cavalaria da chuva. Se o alemão largar na frente e abrir mais de dois segundos por volta no começo da corrida até a primeira parada como fez em Nurburgring, será o maior passeio de um piloto na história da F-1. Tudo bem, o Barrichello está só 14 pontos atrás e ainda nem chegamos na metade da temporada. Mas, como já é sabido de todos, na Ferrari ele só é um número, o 54; pois os outros 53 atendem pelo nome de Michael Schumacher. Claro, o domínio vermelho deu-se em grande parte pela estratégia de utilizar sempre um carro mais leve comparado à concorrência.
Fiquei com pena do Raikkonen: mesmo dentro de casa a Mercedes não foi competente o bastante para fazer seus motores empurrarem até o final. Ron Dennis está vendendo sua parte na equipe e deve ser por desgosto. Vão ainda falar da aerodinâmica do carro, da suspensão, dos freios, da espuma que reveste o volante, mas ainda vai sobrar para o motor. E o Coulthard? Coitado, despedir-se-á da McLaren com um rendimento que, apesar da falta de combatividade do piloto escocês, não condiz com sua habilidade. Largou em último, passou 11 carros só na primeira volta com gasolina até a tampa - abrirei um parêntese: esta expressão eu sei que existe, pois já abasteci o carro com gasolina a R$ 1,23. Fosse hoje, só se meu avô contasse como era - e foi confiante num quinto lugar. Motores abrem o bico, mas 6 vezes em sete corridas é de matar. E os brasileiros? Da Matta viu sua corrida empacar num Ralf tocado por Montoya. Aproveitou que o Schummy Jr. não está lá com a moral toda entre os pilotos e rasgou o verbo na entrevista. Felipe Massa conseguiu um bom nono lugar, visto que quase ficou na largada. Agora está empatado com Fisichella no campeonato, numa disputa que pode definir quem será um dos pilotos da Ferrari em 2007 - ainda faltam três anos? Sei lá, vai que aparece um outro Alonso da vida... Finalmente Seu Eclestone viu que o formato atual dos treinos de classificação é muito chato. Propôs uma fórmula agora de 20-20-20 minutos, a qual seria muito bom para nós espectador, pois poderíamos ouvir todas as histórias da F-1 neste tempo. Para a televisão, é um horror. Imagine como vai cair a cota de patrocínio quando se sabe que nestes 20 minutos intermediários todo mundo vai sair da frente da televisão para dar uma esticada nas pernas, brincar com o cachorro, ir ao banheiro... Será feito tudo, menos ficar em frente à televisão para esperar. Pasmem, sou um dos mais fanáticos. Grande Prêmio do Canadá está aí. Uma pista que exige muito dos freios, uma boa tração, pois são pelo menos três curvas de baixa velocidade, e um compromisso muito bem acertado entre velocidade final em retas e maior grip nas curvas. É uma barbada para BAR, Renault e Ferrari. O resto fica na mesma. Um abraço e até a próxima. Carlo Zanovello, 24, é Engenheiro Mecânico e um apaixonado por F-1. Já escreveu por dois anos nos sites Amigos da Velocidade e Bate-Roda. Volta agora à ativa pelos amigos do Green Flag. Email: carlozanovello@hotmail.com
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