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De volta ao normal? É bom estar de volta com vocês internautas. Porém, desde que saí do circuito dos sites em 2001, não mudou muita coisa. A Ferrari continua na frente, Michael Schumacher ainda é o piloto a ser batido e Barrichello ainda peca em alguns momentos pela falta de ousadia. Não que esperemos nesta altura do campeonato, e da própria carreira do piloto, que o brasileiro tenha ímpeto em demasia a ponto de estar perto do alemão. Mas de acordo com o combinado com a própria equipe, de quem decide a primazia de estar com o melhor equipamento após a metade do campeonato é o cronômetro, ficar 60 voltas atrás de pilotos com carros visivelmente inferiores sem ao menos tentar colocar de lado - salvo quando os retardatários dificultavam a vida dos adversários - é no mínimo frustrante para quem assiste. É pouco na segunda casa da equipe um sexto lugar, que seria sétimo se Ralf não fosse tocado pelo Alonso, sem que houvesse problemas aparentes no carro. É fato que Barrichello não tem entre suas pistas favoritas o circuito de Enzo e Dino Ferrari, que durante o final de semana inteiro não conseguiu um bom acerto e que os erros na última intermediária de sua volta de classificação o colocaram pelo menos duas posições do que poderia estar. Mas este, para quem acompanhou o brasileiro e conhece o estilo dele, não é o começo de temporada dos sonhos. Dezesseis pontos atrás do seu companheiro de equipe, numa temporada na qual os adversários simplesmente ainda não se encontraram em termos de ritmo de prova, serão difíceis de se recuperar mais à frente. Na segunda divisão da categoria, Williams com seu bico de Batmóvel e McLaren com seu projeto completamente errôneo têm aberto espaço para Renault e BAR. A primeira vem mantendo o bom desempenho de 2003, enquanto a segunda - depois da saída de Villeneuve diga-se de passagem - achou nos pneus Michellin a grande arma para entrar de vez no bloco da frente. Jenson Button quebrou um jejum de 8 anos sem pilotos ingleses na pole position e mostra-se atualmente o mais cotado para ocupar o lugar de Montoya em 2005. Já andou na escuderia de Frank em 2000, no início da parceria com os motores BMW e ainda mantém um bom relacionamento com os membros da equipe. Resta saber se estes atributos serão os suficientes para abocanhar a vaga, que tem Scott Dixon, da Nova Zelândia, seu rival mais direto, ainda mais depois dos testes na França e Espanha. Ainda seguindo a linha dos que poderão ocupar um cockpit em breve, temos Valentino Rossi. Foi gentilmente elogiado por Schumacher e mostrou rápida adaptação ao bólido. Para quem não sabe, Rossi começou no kart na Itália, porém por falta de patrocínio acabou indo para as motos. Ganhando o título deste ano com a Yamaha, com certeza não haveria mais nada a provar na categoria. Entrar pela porta da frente na F-1, só depois de 2006, a não ser que concorde em pilotar uma Jordan ou Sauber para ir pegando a mão da coisa. Dificilmente Barrichello ficaria na equipe e Schumacher já disse que, não encontrando mais motivação para correr na categoria, pendura o capacete. Aparece aí uma legião de pilotos sedentos por vitórias, porém nem todos com o carisma necessário para correr pela "Rossa". Alonso, Webber, Trulli e Fisichella estão de olho. No mais, daqui a duas semanas mais um capítulo da trama que tem data certa para mudar: 2008. Câmbio na mão, adeus controle de tração e motores V8, o charme tem toda a condição de ser o mesmo da década de 80. Quem sabe aí voltemos a vibrar como antigamente. Será que tudo volta ao normal? Um abraço e até a próxima. Carlo Zanovello, 24, é Engenheiro Mecânico e um apaixonado por F-1. Já escreveu por dois anos nos sites Amigos da Velocidade e Bate-Roda. Volta agora à ativa pelos amigos do Green Flag. Email: carlozanovello@hotmail.com
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